Quem será aquela
mulher…
Que naquela tarde
fresca dominical
Passava pelos
escombros
Da esquina da minha
vila
Com um semblante
sereno
Contemplava
suavemente
As entristecidas e
murchadas rosas
Daquele pobre jardim
Que do ermo à
multidão
Sua voz encantava as
plantas,
Seu suor irrigava
metodicamente
Aquele pequeno mundo
Mas quem será aquela
mulher?
Tão eloquente e
desprovida
Dos preceitos socias
Que deixa dimanar seu
sorriso leve
E cria trincheira
entre prantos e felicidade
Que no âmago da
ilicitude
E do anátema, emana a
esperança e
Cercea o antagonismo
da alegria
Quem será??
Noraldino
nuva
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